domingo, 19 de agosto de 2007

Onde foi que eu errei?

Quem ouviu a oração entusiasmada no vestiário do Tupi antes da partida, ou acompanhou a evolução nos treinos durante a semana, ou simplesmente leu, aqui no blog, o Zé Luís dizer: “O clima está diferente sim, bem melhor e um jogador que tem grande participação nisso é o João Júnior”, se surpreendeu na partida contra o Ituiutaba.

Não foi a mesma coisa. Onde estiveram o entrosamento, a garra, a liderança? Os torcedores, com razão, estão frustrados, irritados e até decepcionados. Alguém, lá na comissão técnica, deve estar se perguntando: onde foi que eu errei?

É difícil acertar o ponto certo, mas seria bom ouvir alguns torcedores. Durante sua longa carreira de Tupi no Municipal, eles adquiriram um pouco de técnico (e não têm nada de cegos). O torcedor Pedro, na comunidade do Tupi no Orkut, levantou um brilhante argumento:

“Não temos laterais eficientes e aquele meio de campo ‘joga a bola em mim q eu resolvo’. Ninguém chamava a responsabilidade para si e os laterais subiam ao ataque com uma certa deficiência, parecendo q estavam se escondendo do jogo”. Verdade, Pedro. O Zé Luís, que assistiu o jogo das cabines, também não gostou da atuação do time e disse que vai mudar esta semana.

Cadê aquele líder em campo? Já que todo mundo sentiu a diferença com a volta do João Júnior, inclusive o Zé Luís, ele poderia sim, assumir essa responsabilidade. Capacidade, talento e carisma ele tem.

Mas será que tudo isso não tem a ver com o troca-troca de posição e de esquema? Jogador eficiente precisa de estabilidade na sua posição para desempenhar bem o seu papel e melhorar cada vez mais.

Durante toda a semana toda, nós vimos 4-4-2 no Santa Terezinha. Aos 30’ do primeiro tempo sai o Cayo e entra o Wendell, para voltar pro 3-5-2. O Nilton, que tem porte suficiente para parar qualquer ataque, foi parar na lateral. E aí? Todo mundo ficou meio perdido dentro de campo e só foi se achar lá pelas tantas do segundo tempo, quando Robinho entrou para armar algumas jogadas.

Aí o time pressionou, tentou armar jogadas pelas laterais e explorou algumas jogadas aéreas. Apesar dos seis minutos de acréscimo, era tarde demais. Ainda não achamos o nosso “matador”.

Se o jogo foi ruim para nós, foi para eles também. Mais uma vez, convoco as sábias palavras de nossos fanáticos, fiéis e melhores torcedores: “Vamos tentar manter a calma, foi apenas o segundo jogo do campeonato. Os outros times não são melhores q nós. E também, ganhamos a primeira fora de casa”.

Obrigado, Pedro. Muito bem lembrado.

Faltaram gols no Municipal

Ao contrário do que todos nós esperávamos, o Galo não conseguiu vencer o Ituiutaba e a partida desta manhã terminou em 0x0.

O jogo começou muito disputado no meio de campo, com poucas chances reais de gol, sendo as melhores de bola parada. Logo aos 32 minutos, o técnico Zé Luís optou por trocar o lateral Cayo pelo meia-avançado Wendell, voltando ao esquema 3-5-2, utilizado no jogo anterior. A alteração não surtiu o efeito desejado e o Galo só melhorou depois da entrada de Robinho, que deu mais velocidade ao time, substituindo o meia Toledo, aos 33 minutos do segundo tempo. A partir daí, as jogadas começaram a surgir, e aos 41 minutos, o atacante Adriano teve a melhor chance do jogo, numa cabeçada na linha da pequena área, salva pelos pés do goleiro.

Embora tenha ficado clara a intenção do Ituiutaba de segurar o empate, exagerando na cera e jogando no contra-ataque, o setor ofensivo do Galo não teve a agressividade necessária para furar o bloqueio da equipe do Pontal e o placar não saiu do zero.

O resultado não foi o desejado, todos esperavam que o Galo vencesse a partida, mas o empate não foi tão ruim. Agora, é treinar duro pra encarar o América semana que vem e abrir 7 pontos em 3 partidas, o que nos deixaria em uma ótima posição no campeonato.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Pisa Fundo, Galo!!!

Às vésperas do segundo jogo pela Taça Minas, o primeiro em casa, o Tupi é uma equipe bem diferente daquela que disputou a Série C do Brasileiro, mês passado. Além das mudanças no plantel, como a chegada do atacante Adriano Santos e a volta do zagueiro João Júnior, é clara uma diferença no clima do time. A vitória por 2x1 contra o Democrata, logo na estréia da Taça, deu um novo ânimo. “O clima está diferente sim, bem melhor e, um jogador que tem grande participação nisso é o João Júnior. Nós sentimos na pele a eliminação e não queremos que isso volte a acontecer”, comenta o técnico Zé Luís.

As duas próximas rodadas serão de extrema importância para o Galo nesta Taça Minas. Neste domingo, o time entra em campo para enfrentar o Ituiutaba. Vale lembrar, que eles vêm de uma derrota e estarão jogando fora de casa, enquanto nós jogaremos embalados pela vitória de semana passada e pela nossa torcida. As chances de vitória são boas, é hora de entrar em campo pra vencer e chegar com todo gás para pegar o América, domingo que vem aqui em Juiz de Fora. O técnico Zé Luís destacou a importância dessa seqüência de jogos diante da torcida. “O nosso pensamento é que a gente possa conseguir uma arrancada nesses dois jogos dentro de casa. Dependemos da torcida e esperamos que ela possa estar nos prestigiando. Para nós, é um incentivo a mais”, explica.

Pré-jogo:

Para o jogo deste fim de semana, o time ainda não está totalmente definido. A volta pro esquema 4-4-2 já é certa, mas ainda resta uma dúvida no setor defensivo. O técnico não decidiu quem entra nas laterais. Essa semana, mais quatro reforços se apresentaram: o zagueiro Fernando, os laterais Cayo e Edimar e o meia Neylor. Cayo já vem treinando na lateral direita do time titular, formando a defesa com os zagueiros João Júnior e Felipe Suriani e com Nilton na lateral esquerda, mas nada foi definido ainda.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Setembrino Ramalho, diretor executivo da AGM, avalia o primeiro bimestre no comando do Tupi

A AGM – Gestão e Marketing assumiu o Tupi em junho de 2007. A nova diretoria, sob o comando de Setembrino Ramalho, teve um mês para formar e preparar um time para disputar a Série C do campeonato brasileiro, definir planos e metas e acertar as contas. Ao final de dois meses, o Tupi não conseguiu se classificar para a Série C e fechou o balanço com um saldo negativo. Em meio a algumas críticas e elogios, a nova diretoria do Tupi agora enfrenta a Taça Minas. Estreou com o pé direito, vencendo o Democrata de Sete Lagoas fora de casa. Setembrino se mantém otimista em relação ao progresso do time, avalia o desempenho desta nova gestão e garante: transparência é o principal foco desta gestão

Qual a sua avaliação geral sobre esses dois meses de administração do futebol do Tupi?

Em termos de gestão, avalio que tenha sido um período positivo. Eu havia me preparado para um período difícil, por isso conseguimos passar por esta fase. Mas em termos financeiros, como se pode ver, nós tivemos alguns problemas até com o plantel. Isso pode até ter sido causados por inexperiência minha, em particular. Neste ponto, o trabalho e a experiência do Adil, gerenciando o futebol, foi essencial para atravessarmos com sucesso esta fase.

E isso significa que para o senhor, como empresário, o Tupi seja um mau negócio?

Absolutamente não. Estamos trabalhando com um déficit contábil, mas uma outra coisa é operar com prejuízo no fluxo de caixa. Este está sendo operado normalmente, usado para pagar as contas do mês, salários de funcionários e jogadores, impostos e despesas dos jogos disputados, sem inadimplência. Estamos gerando receitas e esperamos recuperar este déficit nu futuro, melhorando principalmente a venda de ingressos para os próximos jogos. Existe um planejamento a médio e longo prazo, onde nosso objetivo é chegar à excelência.

Gostaria de ressaltar que a divulgação da prestação de contas da AGM não é uma estratégia nem uma justificativa para as nossas falhas no campeonato, é um cumprimento legal. A lei Pelé obriga as entidades de administração de desporto a comunicar em impresso padrão o balanço de seus rendimentos periodicamente. Publicaremos todos os nossos balanços, operando em déficit ou em superávit, mostrando que na nossa gestão a transparência é a meta principal.

E não houve um adiantamento da verba sobre os direitos de imagem para a Rede Globo, para o Campeonato Mineiro de 2008?

Realmente, a Rede Globo já repassou uma parcela desta verba para o Tupi, que por contrato de cessão de direitos, está sob a administração da AGM. Mas como foi dito, esta verba é destinada para o campeonato Mineiro do ano que vem e está devidamente aplicada, reservada apenas para a ocasião. Nós trabalhamos o Tupi como uma empresa e com essa política, não podemos ser irresponsáveis com uma verba que pertence ao Tupi e pode ser a garantia de futuro do time.

A sua relação com o Tupi é estritamente empresarial?

Inicialmente sim. Nós fomos convidados a fazer parte deste projeto, administrando o futebol do Tupi em conjunto com todas as empresas patrocinadores do time. Eu não cheguei vislumbrando grandes lucros financeiros, cheguei como um consultor com a tarefa de constituir uma sociedade rapidamente, reestabelecer os contratos e fazer as negociações com os patrocinadores. Dessa relação, surgiu uma oportunidade de fechar esta parceria, que me interessou como investimento. Daí surgiu a empresa AGM, devidamente criada para tomar conta de todos os processos que envolvem o futebol do Tupi.

No início, era um trabalho mais técnico, com o objetivo de gerir todo esse processo. Depois comecei a vislumbrar um projeto, pois me senti envolvido com o Tupi em dois aspectos: no emocional e no racional. O aspecto emocional predominou por algum tempo, o que é comum a qualquer torcedor, mas com todas as responsabilidades de gestão que assumimos, precisamos voltar ao domínio racional e empresarial. No meu ponto de vista, o envolvimento emocional é importante. Eu não estaria presente em todos os jogos, trabalhando para o Tupi de manhã, à tarde e à noite, se eu não fosse também um torcedor apaixonado.

A mudança de gestão foi um período complicado para o time, que como vocês mesmos divulgaram, partiu do zero. O que houve com os recursos que existiam na gestão anterior?

Quando assumimos o Tupi, toda a infra-estrutura nos foi oferecida a um valor inviável para a nossa realidade na época. No início da gestão, apenas um dos patrocinadores entrou com uma verba de patrocínio para começar a viabilizar este projeto e o valor que nos foi pedido pelos equipamentos pela sociedade que geria anteriormente estava acima até mesmo desta quota, em valores bem superiores às nossas possibilidades naquele momento. Então começamos aos poucos e chegamos até aqui com o apoio de todos os patrocinadores, que estão também bastante envolvidos com o nosso trabalho.

Não vamos atribuir méritos apenas à gestão da AGM, à gestão anterior ou qualquer outra. O Tupi está hoje participando de campeonatos importantes, se destacando no futebol porque tem uma história, tem 95 anos de tradição. Tudo o que foi feito ao longo deste quase um século não pode ser esquecido, nem deixado de lado em detrimento de disputas políticas ou interesses particulares. O Tupi tem uma vida independente e conquistará suas vitórias por mérito próprio.

Qual a relação da AGM com a torcida?

A torcida é fundamental para incentivar o time. Mas ela é, também, muito importante para a administração, para os patrocinadores, para todos os envolvidos. Temos um compromisso com a torcida, procuramos manter um relacionamento próximo e amigável, ouvimos críticas e sugestões, porque os considero prioridade para o Tupi.


Prestação de contas: AGM – Gestão e Marketing Ltda

Notas iniciais:
1) Nossa sociedade assumiu a gestão do futebol profissional do Tupi a partir de 01 de Junho de 2007.
2) Não recebemos quaisquer valores ou equipamentos da antecessora – Pan Produção e Comunicação Ltda.
3) No inicio da nossa administração adquirimos todos os equipamentos necessários ao funcionamento e manutenção da infra-estrutura do clube, atendendo todas as necessidades das atividades esportivas, refeitórios, escritórios e etc.
4) Iniciamos nosso processo de gestão somente com um adiantamento inicial de R$ 10.000,00 ofertado pela Medquímica Indústria Farmacêutica Ltda.
5) A partir do mês de Junho contratamos os patrocínios, ou seja, com as empresas: MRS, Medquímica, Unimed, Bahamas, Torp, Rafer e Luca’f, que prontamente nos atenderam através de valores monetários, serviços e alimentação.
6) Iniciamos o processo de cadastro junto a Prefeitura de Juiz de Fora para recebimento das verbas públicas e todos os setores envolvidos prontamente nos atenderam e foram ratificados os recebimentos dos valores referentes aos meses de Junho e Julho e conseqüentemente os demais meses conforme previsão orçamentária do Município.

RECEITAS:

- Patrocinadores: R$ 196.442,78
- Bilheteria R$ 3.701,65

TOTAL R$ 200.144,43

CUSTOS E DESPESAS:
-Tributários R$ 29.353,16
-Pessoal e encargos sociais R$ 142.536,36
-Operacionais R$ 111.379,25
-Financeiras R$ 893,26
-Multas R$ 1.000,00

TOTAL R$ 285.162,03

Resultado negativo no período R$ 85.017,60

-Contas a receber em agosto/2007
R$ 107.800,00
-Contas a pagar em agosto/2007
R$ 62.804,20
- Previsão de custos/despesas – agosto/2007
R$ 120.000,00

Déficit no Período R$ 75.004,20

Notas explicativas contábeis:

a) Receitas operacionais referem-se aos valores efetivamente recebidos dos patrocinadores e superávit na bilheteria somente no jogo com o Guarani.
b) Despesas tributárias: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISSQN.
c) Despesas com pessoal e encargos sociais: Salários jogadores, pessoal técnico, pessoal de administração e serviços gerais, adicionados dos encargos previdenciários e trabalhistas.
d) Despesas operacionais: Registros dos jogadores, Federação, Confederação, viagens, alimentação, comunicação, material esportivo, energia elétrica, água, benfeitorias, vale transporte e etc.
e) Despesas financeiras: bancárias e CPMF.
f) Multa aplicada pelo STJD a um determinado jogador que conseguimos substituir a pena de suspensão por cesta básica.
g) Contas a receber referem-se aos valores a receber em agosto de 2007 que serão utilizados para quitação das contas a pagar, advindas do mês de Julho de 2007.
h) Contas a pagar referem-se aos valores a pagar em agosto de 2007, que serão quitadas através das receitas recebidas neste mês.
i) Previsão de custos e despesas a serem pagas no mês agosto e outros custos e despesas, considerando que os vencimentos serão somente em setembro de 2007.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Tupi estréia com vitória na Taça Minas

Ontem, no seu jogo de estréia na Taça Minas, em Sete Lagoas, o Galo venceu o Democrata – Sete Lagoas por 2 x 1. A autoria dos gols ficaram a cargo do atacante Allan e do meio-campo Marcelino. Com este placar, a nova escalação do time se posiciona em primeiro lugar na competição que pode garantir uma vaga na Série C do Brasileiro ou na Copa do Brasil do ano que vem.

O jogo começou truncado, com o Democrata partindo para cima da defesa do Tupi. O Carijó reagiu e Allan abriu o placar aos 26’ da etapa inicial, aproveitando um rebote de Marcelino. O Tupi dominou todo o restante da primeira etapa, mas não conseguiu marcar.

O Carijó voltou do intervalo com novo ânimo e aos 22’ da segunda etapa, numa boa jogada de contra-ataque, veio o segundo gol. Marcelino rouba a bola no meio, o zagueiro Felipe Suriani aparece no fundo para cruzar. Para fechar o lance, Marcelino chega na área e amplia numa cabeçada bem sucedida.

O Tupi tinha tudo para manter a vantagem e marcar mais um, até chegar a uma goleada. Mas Ivson (ex-Tupi) esfriou os ânimos do Carijó, marcando um gol de escanteio para o Democrata. O Jacaré tentou ainda chegar ao empate, mas com uma zaga melhorada e a belíssima atuação do goleiro Marcelo Cruz, o Tupi saiu vitorioso.

Embora a escalação do time tenha sofrido alterações, com a entrada de novos jogadores, os gols ficaram a cargo dos veteranos. O novo atacante Adriano, por exemplo, embora tenha recebido alguns passes, não conseguiu marcar os pontos esperados.

O Tupi entrou na Taça Minas com a garra que todo mundo esperava. Agora, como o próprio técnico Zé Luís reconheceu, faltam alguns ajustes no time para uma atuação mais entrosada, segura e com jogadas de sucesso.

Após a folga de hoje, os treinos serão retomados amanhã, buscando o preparo para a partida de domingo, quando o time busca mais uma vitória contra o Ituiutaba, às 10h30, no Estádio Municipal.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Marketing do Tupi é assunto de debate

A diretoria do Tupi esteve ontem na Faculdade Estácio de Sá para debater marketing esportivo e administração do time

A diretoria do Tupi, representada pelo diretor executivo, Setembrino Ramalho, o diretor de Marketing, João Roberto Marques Lobo e o diretor da Signa Comunicação, Armando Ziller, participaram de uma mesa de debates sobre marketing esportivo. A palestra, voltada para os estudantes de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Administração, teve como temas a viabilidade e a administração de futebol e as estratégias de marketing e comunicação. Na ocasião, ainda foi firmada uma parceria entre o Tupi e a Faculdade Estácio de Sá.

O diretor executivo, Setembrino Ramalho, abriu o debate com a seguinte questão: O esporte é um negócio viável? É possível trabalhar o esporte como empresa?

Para Setembrino, o Tupi, definitivamente, é um bom negócio. Mas os resultados e o retorno financeiro não vêm imediatamente, são esperados a médio e longo prazo, com investimentos contínuos. Por isso, a AGM trabalha com planejamentos e estimativas de até quatro anos, com metas a serem cumpridas. Por exemplo, estivemos na série C, não conseguimos nos classificar, mas montamos um time para a Taça Minas. Já estamos disputando este campeonato, pensando também no Campeonato Mineiro do ano que vem.

“Essa movimentação característica transcende os limites do futebol. Estamos lidando com marcas que têm representação e apelos emocionais muito fortes, por isso, é necessário criar canais eficazes de comunicação com a torcida, com os patrocinadores e com toda a imprensa” – completa João Roberto, diretor de Marketing.

Neste sentido, a agência Signa, responsável pela assessoria de Comunicação criou alguns canais de comunicação para suprir necessidades urgentes do time. Armando Ziller, diretor da agência, disse que “as ações que estão ocorrendo hoje são para ‘apagar incêndio’. A AGM teve pouco tempo para se estruturar, (menos de dois meses) e as estratégias de comunicação que adotamos, como o blog, o Orkut, o mural da Torcida, o Chute a Gol e o canal de comunicação com os patrocinadores são medidas emergenciais. Com estabilidade, vamos criar um planejamento forte e eficaz. A participação dos torcedores no estádio é essencial, para incentivar o time e conquistar patrocinadores.”

Atualmente, o Tupi funciona basicamente com a renda dos patrocinadores. A longo prazo, o time investirá em projetos para abrir novas oportunidades de investimento, a exemplo do Cruzeiro. “Da renda de R$ 30 milhões, apenas 5 mi são de patrocinadores. Os outros 25 mi são obtidos com a venda de jogadores, sócio-torcedores e venda de produtos oficiais. Queremos chegar a esse estágio” – afirma Setembrino.

“Esporte é um investimento de longo prazo. Os patrocinadores investem em uma imagem, que pode refletir garra, saúde, união; a torcida não incentiva apenas um jogador, ela torce pelo time todo. Por isso, o trabalho de marketing integrado com a administração do clube é essencial, para que o clube todo seja consolidado”, conclui João Roberto.

Parceria


Na ocasião, o Tupi firmou parceria com a Faculdade Estácio de Sá, fechando a contratação de dois estagiários de jornalismo. Através da Assessoria de Comunicação prestada pela Signa, os dois estudantes serão responsáveis por suprir o blog, o Orkut e a imprensa com informações diárias sobre o Tupi. Os dois novos contratados iniciam as atividades ainda esta semana.

domingo, 5 de agosto de 2007

Renovado, Tupi vence América

O Tupi começa a dar sinais de recuperação e renova as esperanças da torcida para a Taça Minas. No último jogo do Carijó pela Série C do campeonato brasileiro, o time conseguiu vencer o América, líder do grupo 11, por 1 x 0.

Mesmo eliminado, o time mostrou garra, amor à camisa e vontade de vencer, postura esperada por todo o campeonato, mas que só agora resolveu aparecer. Depois do empate contra o Jaguaré na semana passada, que tirou de vez as chances do Tupi na série C, a diretoria fez mudanças radicais para, segundo os próprios dirigentes, recuperar a “alma” do time.

Parece que deu certo. Logo aos nove minutos da etapa inicial, Allan marcou o primeiro e único gol da partida, de cabeça. O time continuou atacando, mas sem dar espaço para os contra-ataques do América. Ao contrário das partidas anteriores, o Tupi se saiu bem com as bolas altas, graças ao porte físico de Nilton e desarmou todo o ataque do América com a marcação de João Júnior.

O zagueiro, como já era esperado, foi o grande destaque da partida e mereceu os gritos e aplausos da pequena e apaixonada torcida presente no estádio. João roubou bola, armou jogadas, deu passes e até arriscou alguns chutes a gol.

João Junior se destaca por demonstrar compromisso com a camisa e com a torcida do Tupi. Com um histórico de muitas vitórias dentro do clube, João acaba se tornando um exemplo para todo o time, cheio de atletas com um grande potencial. Entre eles, vale a pena citar Toledo, que só agora teve chance de mostrar o seu futebol e Nilton, que entrou nas duas últimas partidas do Galo.

Embora esse ainda não seja o “time dos sonhos”, várias falhas na defesa e nas finalizações foram corrigidas. Com um pouco mais de treino, o Tupi tem grandes chances de levar o título da Taça Minas.


O jogo de estréia do Galo na Taça Minas será no dia 12 de agosto, contra o Democrata, em Sete Lagoas. No dia 19, o Tupi pega o Ituiutaba no Estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Ao João Junior

Prezado amigo,

Estávamos com saudades do nosso zagueiro cabeludo, atuando com vigor na zaga do nosso time do coração, destruindo as jogadas dos atacantes adversários, criando nossos contra ataques, cabeceando nos escanteios ofensivos, batendo faltas e chutando com perigo de fora da área, como naquele gol no Uberaba, inesquecível. A felicidade é maior ainda em razão da sua opção por atuar no Tupi, em detrimento de outras propostas. Agradecemos pela sua opção. Da nossa parte, pode contar com o apoio de sempre. Agora, temos certeza que, com você, Felipe, Nilton, Marcelino e Negão, teremos a confiança necessária em nossa linha defensiva. E sempre que houver uma falta a favor do Tupi, na intermediária, o grito ecoará novamente pelo Mario Helenio:
- João, João, João, João, João...
Abraço e sucesso pra você e pro nosso Tupi. E se meter gol, lembre-se de ir lá na Tribo comemorar...Valeu, João!

Airton - NetTupi/Tribo Carijó

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Apoio da Torcida

Manifestação de apoio

Senhores, postei um tópico na comunidade do Tupi, propondo que a torcida não crucifique o Tupi nessa hora da desclassificação. Acredito que é hora de apoiar o Tupi. Cabe à administração SE MOVIMENTAR, SE ARTICULAR.... não ficar em inércia, em marasmo. Estamos no início de um trabalho, não podemos criar expectativa de resultados imediatos... o trabalho tem de ser a longo prazo, E CONTINUADO. não se pode continuar a desmanchar o time sempre que termina um torneio com uma desclassificação.... todo time grande funciona com trabalho continuado, de longo prazo... pode-se contratar todos os jogadores convocados para a seleção, que não teremos resultado imediado... tudo é fruto de trabalho, e é isso que a torcia do Tupi quer, pelo menos assim penso, e assim espero.... um trabalho sério e continuado, para colher frutos no futuro... se continuarmos com a mentalidade antiga, o tupi nunca subirá à série B do Brasileiro... se o trabalho for continuado chegaremos a série A! É assim que temos de pensar e agir: mirar a série A e fixar uma meta: SÉRIE A no ano tal (planejado).
Vamos lembrar da gestão Bretas: o time fez ótima campanha, mas como não foi o esperado por eles, saíram antes mesmo de terminar a competição. Se aquele trabalho tivesse sido continuado já estaríamos na série B e já poderíamos começar a vislumbrar a série A e o título de campeão mineiro. Então deixo minha manifestação de apoio: apóio sim, mas também cobro a continuidade do trabalho... basta de desmanchar o time e começar tudo do zero duas vezes por ano. Nessa forma de agir não iremos sair do marasmo. Vamos mudar essa cultura, vamos pensar em médio e longo prazo, que chegaremos onde almejamos. Vamos ver um time de JF na série A do Brasileiro e pq não na Libertadores?
Tudo é fruto de trabalho, trabalho e trabalho.... e trabalho continuado. Além disso, bastará trabalhar mais um pouco que chegaremos lá. Confiança e apoio da torcida não vai faltar, mas a gestão tem de TRABALHAR.

Manifestação de apoio do torcedor Célio Alm, enviada à comunidade da Assessoria do Tupi pelo Orkut.

Tupi começa a se preparar para a Taça Minas

O Tupi começou a fazer mudanças no time, já pensando na Taça Minas. Foram dispensados ontem os jogadores Nélio, Felipe Bahia e Érlon e chegaram ao clube João Junior e Ângelo. Mais mudanças estão por vir até o início do campeonato, no dia 12 de agosto.

“Na série C, não tivemos um tempo hábil para formar uma equipe forte e entrosada. Podemos dizer que foi um mini-laboratório, uma preparação para a Taça Minas. Agora nossa postura vai ser diferente, nossa responsabilidade é maior, vamos entrar para ganhar” – afirma o gerente de futebol, Adil Pimenta.

Segundo a diretoria, os jogadores foram dispensados por um conjunto de fatores ao longo dessa fase, principalmente a postura em campo. “Eles foram atletas muito dedicados, mas não entravam em campo com garra e vontade de jogar. Perder é normal, mas daquela forma é inadmissível. O time estava sem alma”, desabafa Adil.

“A atitude e a disposição do time no último jogo contra o Jaguaré era o esperado desde o começo do campeonato e o que a gente quer ver no próximo jogo”, completa. A partida contra o América, no próximo domingo, vai ser um teste e um ultimato para alguns jogadores, pois outras dispensas já estão previstas. Os reforços João Junior e Ângelo também já devem entrar em campo.

Pachola e Pepe continuam machucados

Pachola, que sofre de uma tendinite crepitante, engessou a perna e deve ficar mais 10 dias de molho. Pepe, com uma lesão no púbis, deve ficar mais um mês em repouso para se recuperar.